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Mastite ambiental: qual a melhor abordagem?

A mas­ti­te ambi­en­tal é cau­sa­da por agen­tes que se encon­tram natu­ral­men­te no local em que a vaca vive, prin­ci­pal­men­te nas camas orgâ­ni­cas e luga­res onde há acú­mu­lo de bar­ro, ester­co e uri­na. Estes agen­tes são inva­so­res opor­tu­nis­tas das glân­du­las mamá­ri­as das vacas e de difí­cil erra­di­ca­ção, já que estão dis­se­mi­na­dos pelo ambi­en­te comum à con­vi­vên­cia do animal.

“A mas­ti­te ambi­en­tal é a mais comum nos reba­nhos bem mane­ja­dos que tem bai­xa con­ta­gem de célu­las somá­ti­cas (CCS) no lei­te. Isso acon­te­ce por­que os ani­mais que são mais aco­me­ti­dos pelas mas­ti­tes con­ta­gi­o­sas desen­vol­vem uma pro­te­ção par­ci­al pelas célu­las de defe­sa locais con­tra os micror­ga­nis­mos pro­mo­to­res da mas­ti­te ambi­en­tal, já os reba­nhos com pou­ca ou nenhu­ma inter­cor­rên­cia de mas­ti­te con­ta­gi­o­sa qua­se não apre­sen­tam meca­nis­mos de defe­sa con­tra estes agen­tes ambi­en­tais opor­tu­nis­tas”, expli­ca Mar­cos Malac­co, médi­co-vete­ri­ná­rio geren­te de ser­vi­ços vete­ri­ná­ri­os para bovi­nos da Ceva Saú­de Ani­mal.

De acor­do com o médi­co-vete­ri­ná­rio, a mas­ti­te ambi­en­tal aco­me­te mais fre­quen­te­men­te as vacas mais velhas, tem um perío­do cur­to de dura­ção, e são cau­sa­dos em gran­de mai­o­ria por agen­tes da espé­cie dos estrep­to­co­cos e coli­for­mes. “Os agen­tes mais comuns res­pon­sá­veis pelos casos de mas­ti­te ambi­en­tal são Strep­to­coc­cus ube­ris, Strep­to­coc­cus dys­ga­lac­ti­ae, Esche­ri­chia coli e Kleb­si­el­la pneu­mo­ni­ae, e, depen­den­do do agen­te, a infec­ção intra­ma­má­ria tem uma mai­or ten­dên­cia a evo­luir para mas­ti­te clí­ni­ca do que para qua­dros subclínicos”.

No qua­dro clí­ni­co da doen­ça, as alte­ra­ções no lei­te são facil­men­te obser­va­das, como a pre­sen­ça de gru­mos, san­gue ou pus, decor­ren­tes da rea­ção infla­ma­tó­ria do teci­do mamá­rio na ten­ta­ti­va de eli­mi­nar o agen­te infec­ci­o­so. Em alguns ani­mais o pro­ces­so infla­ma­tó­rio pode levar à des­trui­ção do teci­do glan­du­lar secre­tor de lei­te, pro­mo­ven­do uma que­da de pro­du­ção per­ma­nen­te daque­le quar­to mamário.

“A subs­ti­tui­ção do teci­do glan­du­lar secre­tor por teci­do fibro­so é um pro­ces­so irre­ver­sí­vel e que pode acar­re­tar o des­car­te pre­co­ce do ani­mal, afe­tan­do a pro­du­ti­vi­da­de da fazen­da. Por este moti­vo, as vacas que apre­sen­tam sin­to­mas de mas­ti­te clí­ni­ca, como alte­ra­ções no lei­te ou alte­ra­ções no úbe­re (incha­ço, ver­me­lhi­dão, dor ou aumen­to de tem­pe­ra­tu­ra) neces­si­tam de uma inter­ven­ção rápi­da e efi­caz para para­li­sar este pro­ces­so e tra­zer con­for­to e bem-estar para o ani­mal”, Malac­co reforça.

Outro pon­to de aten­ção refe­re-se ao agen­te. Alguns deles quan­do se mul­ti­pli­cam ace­le­ra­da­men­te no úbe­re, pro­du­zem toxi­nas (vene­nos) que afe­tam o esta­do geral das vacas afe­ta­das. Nes­tes casos os ani­mais apre­sen­tam alte­ra­ções no úbe­re, no lei­te, as vezes nem pro­du­zem lei­te, febre, depres­são, desi­dra­ta­ção e podem ir a óbito.

O tra­ta­men­to das mas­ti­tes ambi­en­tais qua­se sem­pre envol­ve duas abor­da­gens. A pri­mei­ra é a tera­pia local, com a uti­li­za­ção de anti­bió­ti­cos intra­ma­má­ri­os que con­te­nham anti-infla­ma­tó­ri­os em sua for­mu­la­ção, para atu­ar ati­va­men­te no com­ba­te ao micror­ga­nis­mo agres­sor ao mes­mo tem­po em que auxi­lia na redu­ção do incha­ço e da dor no quar­to mamá­rio aco­me­ti­do. A segun­da abor­da­gem é a tera­pia sis­tê­mi­ca, uti­li­zan­do anti­bió­ti­co de amplo espec­tro com ação rápi­da e bac­te­ri­ci­da, que alcan­ce ele­va­da con­cen­tra­ção plas­má­ti­ca e nos teci­dos mamários.

“Tra­tar a infec­ção nos casos de mas­ti­te e impe­dir a pro­gres­são sis­tê­mi­ca da doen­ça é essen­ci­al para pos­si­bi­li­tar que o ani­mal retor­ne mais rapi­da­men­te ao seu esta­do natu­ral de con­for­to e bem-estar, faci­li­tan­do o seu retor­no à pro­du­ção. É impor­tan­te que o tra­ta­men­to leve em con­si­de­ra­ção que, para a vaca, a con­vi­vên­cia com outros ani­mais e a manu­ten­ção da sua roti­na tam­bém são fato­res impor­tan­tes para o bem-estar. Enten­den­do isso, a melhor esco­lha são tera­pi­as com bai­xa carên­cia e que pos­si­bi­li­tem ao ani­mal o retor­no para a linha de orde­nha o mais bre­ve pos­sí­vel”, decla­ra o profissional.

Ami­ga do bem-estar ani­mal, a Ceva traz em seu port­fó­lio o Cefa­vet, asso­ci­a­ção de Cefo­pe­ra­zo­na sódi­ca, uma cefa­los­po­ri­na de 3ª gera­ção, e Pred­ni­so­lo­na (anti-infla­ma­tó­rio). O pro­du­to é de apli­ca­ção intra­ma­má­ria, agin­do sobre os agen­tes infec­ci­o­sos e con­tro­lan­do a infla­ma­ção local, pro­por­ci­o­nan­do mais con­for­to e bem-estar aos ani­mais. E para um tra­ta­men­to mais com­ple­to ela dis­po­ni­bi­li­za o Mar­box, anti­bió­ti­co sis­tê­mi­co a base de Mar­bo­flo­xa­ci­na ide­al para com­ple­men­tar o tra­ta­men­to local das vacas com mas­ti­te clí­ni­ca e mani­fes­ta­ção de com­pro­me­ti­men­to geral da saú­de, poten­ci­a­li­zan­do a rápi­da eli­mi­na­ção dos micror­ga­nis­mos infec­ci­o­sos e pos­si­bi­li­tan­do um rápi­do retor­no do ani­mal às con­di­ções nor­mais de saú­de e bem-estar.

“Ali­a­da ao tra­ta­men­to efi­caz, a pre­ven­ção de novos casos de mas­ti­te ambi­en­tal é pri­mor­di­al para um reba­nho mais sau­dá­vel e pro­du­ti­vo. Pro­por­ci­o­nar con­for­te, man­ter a ven­ti­la­ção, e higi­e­ne ade­qua­da, camas com bai­xa umi­da­de e sem acú­mu­lo exces­si­vo de maté­ria orgâ­ni­ca nas ins­ta­la­ções e dos ani­mais, assim como a rea­li­za­ção dos pro­ce­di­men­tos ade­qua­dos no pro­ces­so orde­nha como a imer­são dos tetos em solu­ções desin­fe­tan­tes antes e após a mes­ma, são fun­da­men­tais para a pro­te­ção con­tra as infec­ções por agen­tes cau­sa­do­res da mas­ti­te”, Malac­co finaliza.

Fon­te Ceva Saú­de Animal