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Boehringer Ingelheim e Embrapa lançam selo que certifica boas práticas de biosseguridade em fazendas de leite

O selo Cer­ti­bi­os foi apre­sen­ta­do para mídia espe­ci­a­li­za­da, na manhã des­ta ter­ça fei­ra, 20, em São Paulo/SP (foto Erick Henrique)

Para o desen­vol­vi­men­to do selo foi rea­li­za­do um inten­so estu­do lide­ra­do por espe­ci­a­lis­tas da Boeh­rin­ger Inge­lheim e da Embra­pa, em que os pro­to­co­los foram vali­da­dos em cam­po nas fazen­das Colo­ra­do (Ara­ras, SP) e San­ta Luzia (Pas­sos, MG)

Boehringer Ingelheim e Embrapa lançam selo que certifica boas práticas de biosseguridade em fazendas de leite

A divi­são de saú­de ani­mal da Boeh­rin­ger Inge­lheim, em par­ce­ria com a Empre­sa Bra­si­lei­ra de Pes­qui­sa Agro­pe­cuá­ria (Embra­pa Gado de Lei­te), anun­cia o lan­ça­men­to de um Selo de Cer­ti­fi­ca­ção em Bios­se­gu­ri­da­de em fazen­das de lei­te. Em uma ini­ci­a­ti­va iné­di­ta no Bra­sil e com abran­gên­cia em todo o ter­ri­tó­rio naci­o­nal, essa novi­da­de ates­ta mais garan­ti­as em rela­ção à segu­ran­ça ali­men­tar das pes­so­as ao envol­ver a ado­ção de gran­de núme­ro de pro­to­co­los que asse­gu­ra a pro­te­ção e o con­tro­le da ocor­rên­cia de doen­ças nos reba­nhos bovi­nos, além de pro­mo­ver o bem-estar dos ani­mais. Em linhas gerais, é um con­cei­to que tem o obje­ti­vo de dimi­nuir a ocor­rên­cia clí­ni­ca e limi­tar a trans­mis­são de enfer­mi­da­des no reba­nho, evi­tan­do a entra­da de doen­ças con­ta­gi­o­sas que podem ser letais e que têm neces­si­da­de de noti­fi­ca­ção obrigatória.

“A Boeh­rin­ger Inge­lheim é reco­nhe­ci­da por ser uma empre­sa par­cei­ra do pecu­a­ris­ta, sem­pre desen­vol­ven­do e for­ne­cen­do solu­ções ino­va­do­ras de saú­de ani­mal que pos­sam con­tri­buir com a pros­pe­ri­da­de do agro­ne­gó­cio no país. Nos man­te­mos sem­pre aten­tos às exi­gên­ci­as do mer­ca­do e dos con­su­mi­do­res e, por isso, deci­di­mos unir esfor­ços com a Embra­pa e outros par­cei­ros sóli­dos para via­bi­li­zar esse novo selo que ates­ta uma série de fato­res rela­ci­o­na­dos aos cui­da­dos com a pro­du­ção e com a qua­li­da­de do lei­te e dos pro­du­tos lác­te­os, a par­tir da fazen­da, da por­tei­ra para den­tro, em pon­tos que podem ser con­tro­la­dos pelos pro­du­to­res e suas equi­pes”, comen­ta Die­go Sou­za, líder da área de Gran­des Ani­mais da Boeh­rin­ger Ingelheim.

Para o desen­vol­vi­men­to do selo (foto) foi rea­li­za­do um inten­so estu­do lide­ra­do por espe­ci­a­lis­tas da Boeh­rin­ger Inge­lheim e da Embra­pa, em que os pro­to­co­los foram vali­da­dos em cam­po nas fazen­das Colo­ra­do (Ara­ras, SP) e San­ta Luzia (Pas­sos, MG). Ambas são pro­pri­e­da­des reco­nhe­ci­das pelos níveis de imple­men­ta­ção de tec­no­lo­gia e, jun­tas, pro­du­zem mais de 140 mil litros de lei­te por dia, sen­do que a pri­mei­ra tem a sua pro­du­ção em sis­te­ma de con­fi­na­men­to e, a segun­da, com des­ta­que para a pro­du­ção em sis­te­ma de pas­to, sen­do as pri­mei­ras a rece­ber a cer­ti­fi­ca­ção em biosseguridade.

E, para apoi­ar os pro­ces­sos de desen­vol­vi­men­to do selo de bios­se­gu­ri­da­de, foram con­tra­ta­das duas empre­sas par­cei­ras, em que a Bra­sil Gap ficou res­pon­sá­vel pelos memo­ri­ais des­cri­ti­vo e ope­ra­ci­o­nal e pelo chec­klist, em um mode­lo que aten­de aos padrões inter­na­ci­o­nais. A outra com­pa­nhia, a SBC (Ser­vi­ço Bra­si­lei­ro de Cer­ti­fi­ca­ção — Botu­ca­tu, SP) con­duz o sis­te­ma de audi­to­ria e cer­ti­fi­ca­ção do selo cri­a­do pela Boeh­rin­ger Inge­lheim em par­ce­ria com a Embrapa.

“Ao lon­go dos estu­dos con­du­zi­dos nas duas fazen­das, nos dois sis­te­mas dife­ren­tes, foram iden­ti­fi­ca­dos mais de 140 pon­tos crí­ti­cos na pro­du­ção de lei­te que devem ser obser­va­dos pelos pro­du­to­res no que diz res­pei­to às boas prá­ti­cas de bios­se­gu­ri­da­de”, expli­ca Edu­ar­do Pires, espe­ci­a­lis­ta da Boeh­rin­ger Inge­lheim, refor­çan­do que esse pro­je­to se deu em cin­co pas­sos: a) defi­ni­ção de obje­ti­vos, com foco na dimi­nui­ção da ocor­rên­cia clí­ni­ca de doen­ças e erra­di­ca­ção de deter­mi­na­das pato­lo­gi­as; b) defi­ni­ção de gru­po de doen­ças a serem tra­ba­lha­das; c) dese­nho de um sis­te­ma de pro­du­ção e pos­sí­veis pon­tos de ris­co; d) implan­ta­ção do mode­lo; e) e desen­vol­vi­men­to de um sis­te­ma de cer­ti­fi­ca­ção (selo).

O espe­ci­a­lis­ta adi­an­ta ain­da que o pró­xi­mo pas­so da Boeh­rin­ger Inge­lheim é com­par­ti­lhar esse conhe­ci­men­to com o setor pro­du­ti­vo por meio de cur­sos em pla­ta­for­mas digi­tais da Embra­pa, em que pro­du­to­res e téc­ni­cos inte­res­sa­dos pos­sam ade­rir às reco­men­da­ções em ter­mos de bios­se­gu­ri­da­de, geran­do mais pro­te­ção ao reba­nho con­tra doen­ças e melho­ran­do o bem-estar ani­mal nas fazendas.

Entre as ações de boas prá­ti­cas cita­das pelo espe­ci­a­lis­ta, des­ta­cam-se alguns exem­plos, como o uso raci­o­nal de anti­bió­ti­cos para redu­zir a expo­si­ção aos ani­mais e, con­se­quen­te­men­te, aos huma­nos; a des­ti­na­ção cor­re­ta de car­ca­ças para evi­tar sua expo­si­ção inde­vi­da tan­to a ani­mais quan­to huma­nos e pro­te­ger o meio ambi­en­te, além de uma série de outras ini­ci­a­ti­vas que devem ser ado­ta­das “da por­tei­ra para den­tro”. Esses são alguns dos pon­tos fun­da­men­tais para garan­tir a saú­de das pes­so­as, já que huma­nos e ani­mais estão inter­li­ga­dos por meio do con­ví­vio e pela ali­men­ta­ção e, nes­se con­tex­to, devem estar livres de doen­ças para garan­tir o con­cei­to de ‘Saú­de Úni­ca’, que é uma das dire­tri­zes da Boeh­rin­ger Ingelheim.

De acor­do com Sou­za, a nova cer­ti­fi­ca­ção, inclu­si­ve, terá impac­to posi­ti­vo tam­bém em um con­tex­to mais abran­gen­te, nas áre­as ambi­en­tal, soci­al e econô­mi­ca do pro­du­tor de lei­te. “Com a ado­ção de pro­to­co­los de boas prá­ti­cas em bios­se­gu­ri­da­de, tere­mos um mai­or con­tro­le de saú­de e redu­ção de doen­ças nos ani­mais, resul­tan­do na redu­ção do uso de medi­ca­men­tos e de resí­du­os no lei­te, além de aumen­tar o índi­ce pro­du­ti­vo da fazen­da, refle­tin­do um impac­to posi­ti­vo na recei­ta do pro­du­tor”, destaca.