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Mudança de manejo melhora a produção de leite em 107%

Mudan­ças sim­ples de mane­jo do gado trou­xe­ram bons resul­ta­dos ao Sítio San­ta Hele­na do bovi­no­cul­tor de lei­te Adri­a­no Diaz, de Tan­ga­rá da Ser­ra. Nes­ses dois anos sen­do aten­di­do pela Assis­tên­cia Téc­ni­ca e Geren­ci­al do Ser­vi­ço Naci­o­nal de Apren­di­za­gem Rural de Mato Gros­so (Senar-MT), as vacas pas­sa­ram a ser tra­ta­das na som­bra e fica­ram mais per­to dos bebe­dou­ros. Ade­qua­ções que não pre­ci­sa­ram de gran­des inves­ti­men­tos e melho­ra­ram em mais de 100% a pro­du­ção do leite.

Segun­do o pro­du­tor rural, a famí­lia era envol­vi­da nes­sa cadeia pro­du­ti­va des­de 2002, mas sem qual­quer ori­en­ta­ção. “Era sem­pre sem assis­tên­cia, da nos­sa cabe­ça, fazía­mos do jei­to que a gen­te acha­va que era cer­to, nin­guém nun­ca tinha ori­en­ta­do. Com a assis­tên­cia do Senar-MT, todo mês vem um médi­co vete­ri­ná­rio aqui em casa que enten­de melhor dos ani­mais e nos aju­da mui­to”, destacou.

Som­bre­a­men­to suge­ri­do pela ATeG

O médi­co vete­ri­ná­rio é o téc­ni­co de cam­po cre­den­ci­a­do ao Senar-MT, Dani­lo Lúcio Oli­vei­ra, que é quem acom­pa­nha toda essa evo­lu­ção na pro­pri­e­da­de. “Quan­do che­ga­mos aqui em 2021, a pro­du­ção era de 130L e hoje está em 270L. A pro­du­ção aumen­tou com a mes­ma quan­ti­da­de de vacas, ape­nas fazen­do mudan­ças no mane­jo como o som­bre­a­men­to, ração e tra­to dos ani­mais”, afirmou.

As ori­en­ta­ções deram tão cer­to que Adri­a­no Diaz resol­veu se ins­cre­ver no Tor­neio Lei­tei­ro do muni­cí­pio, pela pri­mei­ra vez. “Sem­pre fui con­vi­da­do, mas nun­ca me inte­res­sei. Ago­ra com as dicas da assis­tên­cia téc­ni­ca pen­sei que tal­vez tives­se uma chan­ce e real­men­te deu certo”.

Fer­ra­men­tas de ges­tão tam­bém têm ajudado

O pro­du­tor se empe­nhou tan­to que deci­diu acom­pa­nhar a vaca Lon­dri­na em todo o pro­ces­so. “Fiquei com ela duran­te todo o dia, ali­men­tan­do con­for­me o Dani­lo tinha ori­en­ta­do, fazen­do o mane­jo que ela já esta­va acostumada”.

Enquan­to o pro­du­tor se dedi­ca­va ao Tor­neio, sua espo­sa Dai­a­ne Regi­na tomou con­ta da pro­pri­e­da­de. “Sem­pre aju­da­mos um ao outro, mas depois da aju­da do Senar, ago­ra ano­ta­mos tudo no cader­no, acom­pa­nha­mos cer­ti­nho. Ficou mui­to mais fácil para tra­ba­lhar”, des­ta­cou a produtora.

Meto­do­lo­gia – Super­vi­si­o­na­da pelo zoo­tec­nis­ta, Túlio Mar­çal, a ATeG Bovi­no­cul­tu­ra de Lei­te está pre­sen­te em 1.616 pro­pri­e­da­des rurais e em 75 muni­cí­pi­os de todo o esta­do. Segun­do o pro­fis­si­o­nal, o mai­or obje­ti­vo é esta­be­le­cer e implan­tar um mode­lo de ges­tão nas pro­pri­e­da­des, englo­ban­do todo pro­ces­so pro­du­ti­vo para con­tri­buir na toma­da de decisão.

“Acom­pa­nha­mos des­de o mane­jo com os ani­mais, nutri­ção do reba­nho, mane­jo do solo para pro­du­ção de ali­men­to até o levan­ta­men­to do cus­to de pro­du­ção para pro­du­zir um litro de lei­te. Assim, o téc­ni­co de cam­po con­se­gue auxi­li­ar e ori­en­tar os pro­du­to­res nas toma­das de deci­sões den­tro da pro­pri­e­da­de”, destaca.

A ATeG é ofer­ta­da sem cus­to aos pro­du­to­res rurais. Para par­ti­ci­par, bas­ta entrar em con­ta­to com o Sin­di­ca­to Rural que aten­de a sua loca­li­da­de e soli­ci­tar a deman­da. Após a mani­fes­ta­ção do inte­res­se será ana­li­sa­da a logís­ti­ca dos atendimentos.

Fon­te: Senar-MT