A Balde Branco traz os mais atualizados conteúdos sobre as melhores práticas da atividade leiteira.
Aqui seu anúncio vale mais!

Texto segue para sanção do presidente Jair Bolsonaro

Projeto aprovado pelo Senado amplia conectividade no campo

O Sena­do apro­vou na últi­ma sema­na o Pro­je­to de Lei 172 de 2.020, que per­mi­te que pro­je­tos gover­na­men­tais de tele­co­mu­ni­ca­ções sejam finan­ci­a­dos pelo Fun­do de Uni­ver­sa­li­za­ção dos Ser­vi­ços de Tele­co­mu­ni­ca­ções (Fust).

Em tra­mi­ta­ção há 13 anos, o PL garan­te que os recur­sos do fun­do — cri­a­do em 2000 — pos­sam cobrir, de for­ma par­ci­al ou inte­gral, ini­ci­a­ti­vas, pro­gra­mas, pro­je­tos e ações para levar ser­vi­ços de tele­co­mu­ni­ca­ção a zonas rurais com bai­xo Índi­ce de Desen­vol­vi­men­to Huma­no (IDH). Na prá­ti­ca, áre­as remo­tas e pou­co habi­ta­das do inte­ri­or do Bra­sil pode­rão rece­ber inves­ti­men­tos mas­si­vos em conec­ti­vi­da­de e inter­net, o que ampli­a­rá as pos­si­bi­li­da­des de negó­ci­os agrí­co­las com o uso de inter­net 5G e moder­ni­za­rá os cen­tros rurais e iso­la­dos do país com o aces­so à cone­xão rápida.

Segun­do o tex­to, que foi apro­va­do por 69 votos, a ver­ba do Fust tam­bém pode­rá ser uti­li­za­da para cobrir o aces­so à inter­net de esco­las públi­cas fora de áre­as urba­nas até 2024 — mudan­ça que ace­le­ra a inclu­são e amplia a qua­li­da­de de ensi­no dos peque­nos cen­tros esco­la­res que aten­dem a vas­tas popu­la­ções rurais. Os recur­sos do fun­do tam­bém inclu­em a cons­tru­ção da infra­es­tru­tu­ra neces­sá­ria para garan­tir o aces­so à rede.

Mudança necessária

Pela lei que defi­ne o Fust atu­al­men­te, as ver­bas não pode­ri­am ser apli­ca­das em ser­vi­ços ofe­re­ci­dos pela esfe­ra pri­va­da, entre eles o for­ne­ci­men­to de sinal de inter­net de alta velo­ci­da­de e tele­fo­nia móvel. “Hou­ve mui­to esfor­ço para a apro­va­ção des­se pro­je­to de lei. Com a mudan­ça, os recur­sos pode­rão ser uti­li­za­dos para levar a conec­ti­vi­da­de ao meio rural, para que pro­du­to­res, incluin­do os coo­pe­ra­dos, aces­sem diver­sas tec­no­lo­gi­as que tra­rão mais com­pe­ti­ti­vi­da­de e sus­ten­ta­bi­li­da­de aos seus negó­ci­os”, des­ta­cou o minis­tro das Comu­ni­ca­ções, Fábio Faria.

O fun­do arre­ca­da R$ 1 bilhão anu­al­men­te e já tem acu­mu­la­dos R$ 21,8 bilhões, mas pra­ti­ca­men­te não foi uti­li­za­do para inves­ti­men­tos no setor de telecomunicações.

Comitê gestor

Vin­cu­la­do ao Minis­té­rio das Comu­ni­ca­ções, o Fust será geri­do por um con­se­lho com inte­gran­tes dos minis­té­ri­os da Ciên­cia, Tec­no­lo­gia e Ino­va­ções; da Eco­no­mia; da Agri­cul­tu­ra, Pecuá­ria e Abas­te­ci­men­to; da Edu­ca­ção e da Saú­de. O Minis­té­rio das Comu­ni­ca­ções detém a ges­tão prin­ci­pal do comi­tê. A Agên­cia Naci­o­nal de Tele­co­mu­ni­ca­ções (Ana­tel) e repre­sen­tan­tes da soci­e­da­de civil tam­bém terão assen­tos no grupo.

Fon­te: Agên­cia Brasil