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Roberta Züge, conselheira do CCAS, se candidata ao parlamento luxemburguês para representar brasileiros

A médi­ca-vete­ri­ná­ria, for­ma­da pela USP, Rober­ta Züge (foto), con­se­lhei­ra do Con­se­lho Cien­tí­fi­co Agro Sus­ten­tá­vel (CCAS), acei­tou o desa­fio de se can­di­da­tar ao par­la­men­to luxem­bur­guês. Por seu inten­so enga­ja­men­to em diver­sas ques­tões que afe­tam o país, a Con­se­lhei­ra rece­beu o con­vi­te para a can­di­da­tu­ra, visan­do repre­sen­tar os inte­res­ses dos bra­si­lei­ros em Luxemburgo.

 

Luxem­bur­go pos­sui um sis­te­ma par­la­men­ta­ris­ta, onde os par­ti­dos têm um núme­ro limi­ta­do de assen­tos para con­cor­rer. De acor­do com “Con­tac­to”, um veí­cu­lo de comu­ni­ca­ção local, mais de 27 mil bra­si­lei­ros adqui­ri­ram a naci­o­na­li­da­de luxem­bur­gue­sa e ago­ra dese­jam par­ti­ci­par das elei­ções em 8 de outubro.

 

Um estu­do de opi­nião rea­li­za­do pela empre­sa nor­te-ame­ri­ca­na Lux­Ci­ti­zenship reve­lou que cer­ca de 24% dos luxem­bur­gue­ses que vivem no Bra­sil têm a inten­ção de votar nas elei­ções em Luxem­bur­go. Entre as razões apon­ta­das para esse inte­res­se, estão: “sen­tir-se par­te da soci­e­da­de, inte­grar o novo país, ser con­si­de­ra­do um cida­dão luxem­bur­guês, estar mais pró­xi­mo das deci­sões e esco­lher repre­sen­tan­tes do poder legis­la­ti­vo que se pre­o­cu­pem com os neo-luxemburgueses”.

 

O par­ti­do “Os Pira­tas” anun­ci­ou a can­di­da­tu­ra de Rober­ta Züge como for­ma de defen­der os inte­res­ses des­ses novos luxem­bur­gue­ses de ori­gem bra­si­lei­ra. A vete­ri­ná­ria bra­si­lei­ra, que adqui­riu a naci­o­na­li­da­de luxem­bur­gue­sa em 2018 e resi­de no Grão-Duca­do há três anos, pre­ten­de ser a voz daque­les que não têm voz. Ela enfren­tou as difi­cul­da­des de ser imi­gran­te, mes­mo sen­do uma cida­dã luxem­bur­gue­sa, e acre­di­ta que Luxem­bur­go deve­ria apro­vei­tar melhor os fru­tos de sua diáspora.

 

Duran­te sua apre­sen­ta­ção como can­di­da­ta, rea­li­za­da em Col­mar Berg, Rober­ta Züge afir­mou que se sen­tiu lison­je­a­da com o con­vi­te, mas tam­bém inde­ci­sa dian­te da res­pon­sa­bi­li­da­de de se tor­nar uma depu­ta­da. Sua deci­são de acei­tar a can­di­da­tu­ra veio quan­do uma ami­ga bra­si­lei­ra lhe dis­se: “Esse con­vi­te não é só seu, é nos­so!”. Além dis­so, a refle­xão de sua filha, Fer­nan­da Züge, teve um peso sig­ni­fi­ca­ti­vo. Fer­nan­da des­ta­cou que “só nos arre­pen­de­mos do que não fazemos”.

 

“O Con­se­lho Cien­tí­fi­co Agro Sus­ten­tá­vel se orgu­lha des­se impor­tan­te pas­so da nos­sa Con­se­lhei­ra e rea­fir­ma sua mis­são de dis­cu­tir temas rele­van­tes rela­ci­o­na­dos à sus­ten­ta­bi­li­da­de da agri­cul­tu­ra, tan­to no Bra­sil como em paí­ses estran­gei­ros”, dis­se José Otá­vio Men­ten, pre­si­den­te do CCAS.

 

Por meio des­sa can­di­da­tu­ra, Rober­ta bus­ca ampli­ar sua atu­a­ção, con­tri­buin­do para a cons­tru­ção de um Luxem­bur­go mais inclu­si­vo e repre­sen­ta­ti­vo, onde os bra­si­lei­ros tenham voz e se sin­tam genui­na­men­te inte­gra­dos à sociedade.

Fon­te: CCAS